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quinta-feira, novembro 18, 2010

QUINTA.CINEMA


Para minha surpresa, Spielberg me surpreendeu pela primeira vez.
Apesar de ser um pouco antigo (1985) o filme dirigido por Spielberg tem por protagonista Celie (Whoopi Goldberg) e conta sua história. Estuprada em sua infância por seu pai que depois ela descobre ser seu padrasto, gerando dois filhos dessas relações logo é separada deles também.

Pouco depois, um homem se interessa por sua irmã, mas acaba casando com ela, pois o padrasto de Celie tem ciúmes da irmã e oferece ela para o casamento. Casada, começa a sofrer abuso do marido, até que por fim se revolta.

O filme aborda muitos temas delicados de uma forma muito sutil, trata de violência doméstica, preconceito, igualdade de direitos entre muitos outros. Importante é ver a forma com que o diretor e os atores conseguiram trabalhar isso, que traz uma perspectiva muito real e plausível para o que acontece na ficção.

Bom, para aqueles que como eu odeia E.T., Jurassic Park entre outros filmes de Spilberg, esse filme mostra outra face do direitor e provavelmente o porquê ser posto como um dos melhores diretores do mundo.

sexta-feira, outubro 22, 2010

QUINTA.CINEMA


Depois de dias sem net e viajando voltei com a coluna. The men who stare at goats (Os homens que encaravam cabras, é um filme que ridiculariza o exército americano, assim como Dr. Strangelove (Dr. Fantástico) do Kubrik.

Dirigido por Grant Heslov, o filme intercala cenas dos anos 80 do treinamento de Bill Django (Jeff Bridges), criador do exército da Nova Terra, e seu melhor homem no Iraque Lyn Cassidy (George Clooney) que se perde juntamente com um jornalista covarde, Bob Wilton (Ewan McGregor).

Essa cena parece ter sobretudo a idéia de ridicularização das guerras em que os EUA se metem, assim como a interessante maneira em que o Exército da Nova Terra é criado. Baseado em estatísticas em que os soldados atiram alto porque não querem realmente matar um ser humano, momento em que Jeff Bridges é alvejado e se dá conta disso, desenvolvendo a idéia da criação do exército, o qual luta por enfrentar a guerra com amor e não com armas.

sexta-feira, outubro 01, 2010

QUINTA.CINEMA




Vi o Moulin Rouge (2001) esses dias que inacreditávelmente eu nunca tinha visto e acabei constatando que é realmente muito bom. O roteirista e diretor Baz Luhrman reinventou o musical, teve uma abordagem diferente e moderna do clássico de 52.

Introduziu músicas pops como Nirvana, Maddona entre outros de uma forma inovadora no clássico, algo como uma leitura da MTV para um romance parisiense antigo.

O enredo conta a história de Christian (Ewan McGregor), um jovem escritor inglês que vem a Paris para iniciar sua obra no centro da modernidade boêmia do mundo. Logo ao chegar conhece um grupo de artistas que estão criando um espetáculo liderados por Toulose (John Leguizamo).

Quando abordam o proprietário da casa noturna/bordel Harold Zidler (Jim Broadbent), Christian conhece Satine (Nicole Kidman). E como todo bom romance não pode dar certo... já que Satine tem que lidar com o Duke (Richar Roxburgh), pois este é o financiador do Moulin Rouge de Harold, além de estar morrendo de tuberculose.

Enfim, o filme é uma celebração da vida, do show bussiness, do amor, traz uma grande sensibilidade e carisma ao tratar do romance do escritor e da prostituta.

quinta-feira, agosto 26, 2010

QUINTA.CINEMA



Apesar da prova horrível de amanhã vou tentar falar de algum assunto aprazível, ou pelo menos, tentar.

Coco Antes de Chanel ( Coco Before Chanel ) é um filme que trata da história de Gabriele Chanel ( Audrey Tautou ) uma das mais famosas estilistas francesas, talvez a mais famosa.

Após a morte de sua mãe Gabriele é deixada com sua irmã em um orfanato, cenário no qual desenvolve sua infância. Posteriormente, em sua juventude alterna seus dias entre uma alfaiataria pela tarde e um cabaré durante a noite, onde canta com sua irmã. Panorama característico onde Gabriele conhece o milionário Étienne Balsan ( Benoit Poelvooerde ).

Com o argumento de ficar uns dias na casa de Étienne, pois visitaria sua irmã, Gabriele se hospeda na propriedade do milionário. Lá ela desenvolve suas habilidades como estilista criando chapéus para as Amantes do milionário, como também para desenvolver suas próprias roupas. Nesse local, conhece também Boy Capel, que é o amor de sua vida.

Bom, é um filme que como o próprio nome já diz se passa antes de sua fama, passando por suas humilhações, renúncias e escolhas. O figurino do filme é muito bom, mesmo eu não entendendo absolutamente NADA de moda...

quinta-feira, agosto 19, 2010

QUINTA.CINEMA


Hoje, pensei em um filme um pouco menos popular hoje em dia, mas ainda sim uma das melhores comédias que eu já vi em minha vida.

É "Quanto Mais Quente Melhor" (Some Like It Hot) de 1959, com a perfeita Marylin Monroe estreiando o papel principal e personificando a tão caricata Sugar Kane, dirigido por Billy Wilder, que diz ser essa sua obra-prima. Apesar de seu filme mais conhecido ser "Crepúsculo dos Deuses" (Sunset Boulevard)

Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon) são músicos desempregados e tentar por todos os meios buscar trabalhos, e por acaso testemunham um massacre e acabaram vendo o crimonoso Spats Colombo (George Raft) e seu cúmplice aniquilarem Toothpick Charlie (George E. Stone) e sua gangue.

Depois de fugir, Joe e Jerry pegam o primeiro trabalho que podem arrumar: tocar na banda de Sweet Sue (Joan Shawlee). Disfarçado de mulheres, os dois se juntam ao resto da banda que vai pra Miami, tornando-se assim Josephine (Joe) e Daphne (Jerry).

Quando conhecem Sugar Kane (Marylin Monroe), ambos se apaixonam imediatamente, mas não pode expressar isso por estar disfarçado de mulher. E ao chegar em Miami, um milionário (Joe E. Brown) se apaixona por Daphne e Joe resolve se passar de milionário para tentar conquistar Sugar, tudo isso em uma reunião de Amigos da Ópera Italiana, que na verdade é uma convenção de criminosos que traz a cidade justamente Spats e sua gangue.

Além de genial em seu humor, Some Like It Hot, foi premiado com um Oscar e um Globo de Ouro em 1960, vale a pena assistir!

quinta-feira, agosto 12, 2010

QUINTA.CINEMA


Seguindo o propósito de escrever sobre as coisas que a Ju gosta, a primeira publicação de cinema vai ser sobre Bonequinha de Luxo.

Bonequinha de luxo (Breakfast at Tiffany's) é um filme americano, de 1961, baseado em um livro de Truman Capote.

A protagonista Holly Golightly interpretada por Audrey Hepburn é uma alpinista social que foge para Hollywood com o intuito de se tornar atriz, papel inicialmente cotado para ser de Marylin Monroe, com sua troca por Audrey, esta exigiu que o diretor também fosse trocado. (viu Ju, acho que vc vai entender porque escolhi esse filme para estreiar essa parte de cinema).

Entretanto, em Hollywood, Holly acaba bancada por um mafioso, se tornando assim uma garota de programa, que transmite informações entre o preso e sua organização fora da prisão. No decorrer do filme, ela desenvolve uma amizade com um jovem escritor Paul "FRED" Varjak interpretado por George Peppard, que é sustentado pela amante.

Apesar das grandes divergências com o livro de Capote, o filme apresenta uma crítica singela aos valores até então postos, sobre o sucesso financeiro, fama em contraposição ao respeito a entidades como família e casamento.

Em um paralelo bem distante, será que a aparência (moda) está prevalecendo sobre a essência?

Ju, acha que eu devo fazer um quadro com os dados do filme? Tipo, por diretor, atores, ou não? Só a crítica tá bom? Bom, por via das dúvidas vou deixar um trailler aqui para quem se interessar, ver o filme...



Celso Reic.